quarta-feira, 20 de abril de 2011
Perdi? Que bom.
Era tudo tão monótono, tão tardes-de-domingo. Embaixo de um pé-de-não-sei-o-quê ficávamos não sentados, mas pairando num banco de cimento. Flutuando nos sorrisos. Adivinhando o futuro nas formas das nuvens. Passando pela vida como se houvessem infinitilhões delas para viver. Sem aquela pressa que não deixa reparar nos olhos. Com a calma de quem não conhece o tempo, de quem é dono de um relógio que conta uma hora para cada setecentos e noventa e três gargalhadas. Mas como tudo tem um mas, você cresce. E passa a achar que gargalhadas são horas perdidas. E seu relógio passa a contar uma hora para cada setecentos e noventa e três relatórios e um minuto para cada duzentos sorrisos que as pessoas te dão e você nem repara. E então você descobre que o nome daquilo não era preguiça de tardes-de-domingo, era paz. Felicidade, afinal, é tempo perdido.
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2 comentários:
Naaa, muito legal o texto, imagens lindas sobre o tempo. Tudo corre, o tempo, as horas, os dias, nosso corpo, nossa rotina, nossas escritas, nossas relações todas. E as distâncias, principalmente né?
Parabéns menina!!Também sou iniciante..Creio que senti exatamente o que você quis que sentíssemos...ah!felicidade minha,que chega aos poucos...rsrsrsr...obrigada,cresci mais um pouquinho,graças ao seu post!!
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