quinta-feira, 22 de março de 2012

parece o cabelo desarrumado com carinho.
é a vergonha de ser deixado na porta da escola.
piadas sem graça que você nem lembra com quem aprendeu.
o pé na janela. meu deus, quantas vezes sonhei com um pé qualquer na janela que nunca era o seu.
é a falta da presença que sempre senti de alguém limpando o sangue escorrendo de minha boca, até então controlada.
e é então a presença, de novo a mostra. escancarada. sem explicação. ali sei lá como. sem sentido. sem forma. sem cor. sem cheiro. sem nada. só presença. e estranha. não por não ser familiar, mas por não ser presente há tantas vezes fingidas estar de pé.

parece as conspirações contra mamãe,
de novo.
eu e você.
aqui conspirando contra o mundo

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